Abordagens
Hipnose
clássica
O modelo de hipnose clássica - ou tradicional - vem do século
passado, e deixou forte influência na visão geral que
costumamos ter sobre o tema. Neste modelo, há sempre a presença
de um hipnotizador que faz a indução de alguém
à hipnose utilizando-se de métodos tradicionais. Os
rituais podem ser mais rápidos ou demorados, mas usualmente
costumam ser bastante convencionais e de acordo com um modelo preestabelecido.
Apesar de sua utilidade e
relativo fácil acesso, constituem a origem mais rudimentar
da Hipnose que, com o passar do tempo, e com as novas descobertas
científicas da segunda metade do século XX, foram
se aperfeiçoando e sofisticando no sentido de melhor se
adequarem aos diversos fins terapêuticos e aos diferentes
tipos de pessoas que as praticavam ou eram submetidas a elas.
Segundo Passos (1998, p.16)
"a hipnose é um estado de estreitamento de consciência,
provocado artificialmente, que geralmente (mas nem sempre) se
parece com o sono, porém fisiologicamente dele se distingue,
e que se caracteriza pelo aparecimento espontâneo (ou em
resposta a um estímulo verbal, ou a outro qualquer) de
uma variedade de fenômenos que incluem: 1 - alteração
da atenção; 2 - alteração da memória;
3 - aumento da sugestionabilidade; 4 - produção
no paciente de idéias e respostas diferentes daquelas do
seu estado mensal normal; 5 - alterações motoras
e sensoriais; 6 - aumento da labilidade dos processos regulados
pelo sistema nervoso autônomo".
Hipnose
Ericksoniana
O modelo de Hipnose conhecido como Ericksoniano, ou naturalista,
baseia-se essencialmente no legado terapêutico do norte-americano
Milton H. Erickson, e consiste em fazer um tipo exclusivo de transe
para cada cliente. Mesmo quando seguindo uma forma de indução
padronizada, o objetivo deste método é levar em
conta critérios de avaliação sobre cada cliente
em particular, suas características pessoais, seus sintomas,
sua resistência etc.
Para o modelo naturalista de Hipnose Ericksoniana, o transe é
visto corno uma experiência natural a todas as pessoas.
O terapeuta, então, captura a atenção do
cliente através de aspectos de interesse deste e com a
sua linguagem característica. A espontaneidade, neste método,
é parte fundamental para aceitar o que o cliente traz,
até mesmo a resistência, e se utilizar deste material
para ir passo a passo para dentro do cliente.
Nas palavras do próprio
Erickson, "a terapia é única para um único
cliente, construída para as necessidades e situações
daquele sujeito". Seu enfoque "naturalista", portanto,
valoriza a utilização natural do que o paciente
traz, mais do quem ritual forma e rígido de Hipnose que
sirva indistintamente para todos os casos e todas as situações.
O objetivo primordial da
hipnoterapia Ericksoniana, ainda segundo o próprio especialista
norte-americano, seria "a indução e a manutenção
do transe servirem para promover um estado psicológico
especial, no qual os pacientes podem reassociar e reconhecer suas
com-plexidades interiores e utilizar suas próprias capaci-dades
em manejá-las de acordo com sua experiência de vida".
Segundo Sofia Bauer (Diretora
do Instituto Milton Erickson de Belo Horizonte), "Entrar
em hipnose é como relaxar. Ir para dentro de você
mesmo, ajudado pelo terapeuta, que vai te orientando como respirar,
como sentir seu corpo, como voltar-se para dentro das suas emoções.
Do mesmo jeito, você indo para dentro de si mesmo, pode
encontrar as saídas para os seus problemas, seus recursos
naturais e escondidos lá no fundo da mente. É um
estado onde você fica acordado, mas mais alerta ao seu estado
interno. Não é sono. Você participa da sua
melhora ativamente. As técnicas usadas são de relaxamento,
respiração, imaginação ativa, regressão,
dessensibilização de medos e fobias."
Tipos
de Hipnose
1.
Auto-hipnose: quando a pessoa se sugestiona, a si própria,
entrando num estado de concentração e/ou relaxamento.
Neste estado é possível chegar com exercícios
de concentração e/ou respiração, com
ou sem o auxílio de CDs / fita kassete de relaxamento.
2.
Hetero-hipnose: ocorre quando o hipnoterapeuta conduz
o paciente ao estado de transe hipnótico.
3.
Hipnose com auxílio Instrumental: é conhecido
o efeito do meio ambiente no estado psíquico das pessoas.
A incidência programada de luzes, cores, sons, tato e relaxamento
podem levar o paciente ao Estado de Consciência Alterada
(ECA) ou Transe Hipnótico, cujo valor terápico via
aconselhamento, sugestão e reprogramação
da postura mental é cientificamente reconhecido pela Organização
Mundial de Saúde e pelos Conselhos de Medicina e Psicologia,
inclusive no Brasil.
Entre as diversas formas de provocar este estado, estão
os recursos instrumentais que de forma isolada são utilizados
para provocar mudanças e condicionamentos psicológicos
e estado de concentração alterada. Cada um desses
equipamentos de forma isolada atua no estado emocional da pessoa.
Hoje, está disponível um agrupamento de aparelhos
operados separadamente, que exigem muita habilidade do terapeuta,
de modo a sincronizar seus efeitos sobre o paciente, mas os resultados
são mais eficientes e impactantes se a utilização
desses aparelhos e seus recursos forem simultâneos e combinados.
Por suas características funcionais inéditas, o
PSICOTRON® foi desenvolvido
e patenteado pela REDE
Consultoria,
para a utilização e direcionamento como recurso
auxiliar em processos terapêuticos, destinado à profissionais
da área da saúde, em que a Hipnose com auxílio
Instrumental pode atuar como coadjuvantes de tratamentos e aplicações
específicas, administradas por profissionais especializados.
O
ISEC,
INSTITUTO DE PSICOLOGIA CRESCER, com sede
em Campos dos Goytacazes no Estado do Rio de janeiro, possui
quatro aparelhos
PSICOTRON® e os
psicólogos João Oliveira e Beatriz Acampora, juntamente com sua
equipe, atuam diariamente se utilizando desta ajuda
instrumental.
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