Ilustração digital do torso humano mostrando nervos, pulmões e fígado, com o logotipo da Sociedade Brasileira de Hipnose na parte inferior.

Linfoma Não Hodgkin: sintomas, diagnóstico e tratamento

O Linfoma Não Hodgkin é um tipo de câncer que afeta o sistema linfático, responsável pela defesa do corpo. Entenda causas, sinais, fatores de risco, diagnóstico e opções de tratamento disponíveis.
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O Linfoma Não Hodgkin é um dos cânceres do sangue mais complexos e multifacetados, afetando diretamente o sistema linfático — um elo essencial da imunidade humana. Nos últimos anos, os avanços diagnósticos e terapêuticos aumentaram significativamente as chances de controle e cura da doença, despertando o interesse de profissionais e pacientes em compreender melhor seu funcionamento.

Embora o nome assuste, o Linfoma Não Hodgkin abrange mais de vinte tipos de neoplasias distintas, cada uma com comportamentos e prognósticos variados. Isso significa que o diagnóstico precoce e um acompanhamento personalizado são fatores cruciais para o sucesso do tratamento.

Os sintomas iniciais podem ser sutis: aumento de gânglios linfáticos, perda de peso inexplicável ou fadiga persistente. Em muitos casos, o diagnóstico é descoberto apenas após exames de rotina ou investigação de outras condições. Por isso, entender os sinais — e o que eles representam — é fundamental para qualquer pessoa atenta à saúde.

Além dos aspectos médicos, é importante compreender como fatores emocionais, como o estresse e a ansiedade, afetam o organismo durante o tratamento. Essas emoções podem piorar sintomas físicos e psicológicos, e o manejo adequado delas contribui para melhores resultados terapêuticos.

Ao longo deste artigo, exploraremos em profundidade o que é o Linfoma Não Hodgkin, suas causas, formas de diagnóstico e tratamento. Também discutiremos o papel das abordagens complementares, especialmente no controle emocional, em sintonia com práticas científicas e éticas que visam o bem-estar do paciente durante todo o processo.

O que é Linfoma Não Hodgkin e como ele se desenvolve

Linfoma Não Hodgkin é um câncer que nasce nos linfócitos, células do sistema imunológico responsáveis por identificar e combater infecções. Essas células circulam pelos linfonodos, baço, medula óssea e vasos linfáticos. Quando um linfócito sofre alterações genéticas, ele pode começar a se multiplicar de forma descontrolada, formando tumores nos gânglios ou em órgãos fora do sistema linfático.

O sistema linfático age como rede de defesa do corpo: filtra agentes estranhos, produz anticorpos e mantém a circulação de células imunes. No linfoma, essa rede é ocupada por células malignas que não funcionam corretamente. Em vez de morrerem no tempo certo, essas células tornam-se clonais e acumulam-se, prejudicando a resposta imune e comprimindo estruturas vizinhas.

Uma diferença central entre Linfoma Hodgkin e Linfoma Não Hodgkin está nas células características. No Hodgkin aparecem células grandes chamadas Reed‑Sternberg; o padrão de espalhamento costuma ser mais ordenado, de um linfonodo para outro. No Linfoma Não Hodgkin, não há Reed‑Sternberg; a doença pode surgir de diversos subtipos de linfócitos (B ou T) e frequentemente espalha-se de modo menos previsível, podendo afetar órgãos fora dos gânglios (ex: pele, trato gastrointestinal).

O comportamento das células malignas no Linfoma Não Hodgkin varia: algumas crescem rápido e exigem tratamento imediato; outras progridem lentamente e podem ser monitoradas. Em comum, há perda do controle sobre sinais que regulam multiplicação e morte celular. Mutações em genes que controlam crescimento (como translocações que ativam oncogenes) e defeitos em mecanismos de reparo do DNA são causas frequentes desse descontrole.

Fatores genéticos e imunológicos influenciam o risco. Pessoas com imunossupressão (por exemplo, por HIV, medicamentos pós‑transplante) têm maior probabilidade. Doenças autoimunes e algumas síndromes hereditárias também elevam o risco. Ainda assim, muitos casos surgem sem causa identificável.

Principais tipos de Linfoma Não Hodgkin

  • Difuso de grandes células B — o mais comum; geralmente agressivo.
  • Folicular — costuma ser mais indolente, mas pode progredir.
  • Linfoma de células do manto — de comportamento intermediário/agressivo.
  • Linfoma da zona marginal — muitas vezes ligado a inflamação crônica.
  • Burkitt — muito agressivo, cresce rapidamente.
  • Linfomas T periféricos — grupo heterogêneo, geralmente com prognóstico variável.

Em resumo, o Linfoma Não Hodgkin é uma doença heterogênea, com origem nos linfócitos e influência de fatores genéticos e imunológicos. Compreender sua natureza celular ajuda a guiar diagnóstico e escolha do tratamento.

Principais sintomas e sinais de alerta do Linfoma Não Hodgkin

Linfoma Não Hodgkin costuma manifestar sinais que variam de sutis a óbvios. Reconhecer esses sinais cedo ajuda na suspeita clínica. Abaixo listamos os sintomas mais comuns e explicamos por que eles ocorrem.

Linfonodos aumentados e, geralmente, indolores. É o sinal mais frequente. Tumores formados por linfócitos se acumulam dentro dos gânglios, ocupando espaço e distendendo sua cápsula. Como o crescimento é, muitas vezes, lento, não há inflamação aguda, por isso a massa costuma ser firme e não dolorosa. Quando o linfoma cresce rápido ou infecta-se secundariamente, pode tornar-se doloroso.

Febre inexplicada. A febre ocorre por ação de citocinas produzidas pelas células tumorais e pelo sistema imune (por exemplo, IL‑1, IL‑6 e TNF). Essas substâncias alteram o centro regulador de temperatura do cérebro, provocando picos febris sem sinal claro de infecção.

Suores noturnos intensos. Sudorese profusa, que encharca roupas e lençóis, também é consequência da liberação de mediadores inflamatórios e de alterações do controle autonômico. É um dos chamados “sintomas B” e costuma indicar atividade sistêmica da doença.

Perda de peso não intencional. A perda rápida de peso está ligada à soma de menor apetite, aumento do gasto energético do organismo e efeito de citocinas que promovem “caquexia” — perda de massa corporal mesmo sem dieta. Em linfomas agressivos, esse efeito pode ser mais marcado.

Fadiga persistente. Sensação de cansaço que não melhora com repouso pode vir da ação das citocinas, da anemia por comprometimento da medula óssea, ou do metabolismo alterado pelo tumor. A fadiga tende a ser progressiva e limitante.

Outros sinais: dor ou pressão local (se um linfonodo ou massa comprime nervos ou órgãos), tosse, falta de ar (se há mediastino aumentado) e sintomas gastrointestinais quando há envolvimento extranodal.

“Tabela” de frequência e gravidade

  • Linfonodos aumentados — Frequência: Muito comum — Gravidade: Baixa a moderada (depende da localização)
  • Fadiga — Frequência: Muito comum — Gravidade: Moderada
  • Perda de peso — Frequência: Comum — Gravidade: Moderada a alta
  • Febre — Frequência: Comum — Gravidade: Baixa a moderada
  • Suores noturnos — Frequência: Comum — Gravidade: Moderada

Sintomas localizados vs sistêmicos. Sintomas localizados vêm do crescimento em um ponto: um nódulo no pescoço, obstrução respiratória ou dor abdominal. Já os sistêmicos (ou constitucionais) — febre, sudorese noturna, perda de peso, fadiga — refletem resposta inflamatória geral e metabolismo alterado. Saber distinguir ajuda o médico a mapear extensão e urgência do Linfoma Não Hodgkin.

Diagnóstico e exames que confirmam o Linfoma Não Hodgkin

Diagnóstico e exames que confirmam o Linfoma Não Hodgkin

O diagnóstico do Linfoma Não Hodgkin começa com uma avaliação clínica cuidadosa e segue por uma sequência de exames que confirmam a presença da doença e definem seu tipo e extensão. Ao suspeitar, o médico investiga histórico, exame físico e sinais gerais; depois solicita exames de sangue básicos (hemograma, função hepática e renal, eletrólitos) e marcadores como LDH, que ajudam na avaliação da agressividade.

A confirmação definitiva exige tecido: a biópsia é o padrão-ouro. Sempre que possível, realiza-se biópsia excisional (remoção completa do linfonodo). Amostras menores ou biópsias por agulha podem ser usadas, mas às vezes não fornecem informação suficiente. O material colhido permite estudo morfológico e várias técnicas especiais.

Entre os testes complementares, a imunofenotipagem (por fluxo ou imunohistoquímica) identifica proteínas na superfície das células e distingue linfomas B de T, além de subtipos importantes para a escolha do tratamento. Testes moleculares e citogenéticos (PCR, FISH) detectam alterações genéticas que também têm valor prognóstico e terapêutico.

Os exames de imagem são essenciais para localizar e estadiar o linfoma. A tomografia computadorizada (TC) mapeia volume e localização de linfonodos e órgãos. O PET-CT, que mostra atividade metabólica, é especialmente útil para avaliar doença ativa, guiar biópsias e acompanhar resposta ao tratamento.

Para verificar envolvimento da medula óssea, é frequente a realização de biópsia de medula óssea. Esse exame ajuda a completar o estadiamento e influencia o plano terapêutico.

Todo o processo deve ser conduzido por uma equipe multidisciplinar: hematologista/oncologista, patologista com experiência em linfomas, radiologista, nuclear-medicina e, quando necessário, cirurgião. A integração entre especialistas garante interpretação adequada dos exames e escolha do melhor caminho.

Passo a passo típico do diagnóstico:

  • 1) Suspeita clínica: sintomas ou linfonodo aumentado detectado.
  • 2) Exames laboratoriais iniciais: hemograma, LDH, função orgânica.
  • 3) Imagem inicial: TC ou ultrassom para localizar lesões.
  • 4) Biópsia do linfonodo (preferencialmente excisional) para diagnóstico histológico.
  • 5) Imunofenotipagem e testes moleculares no material da biópsia.
  • 6) Estadiamento com PET-CT e, se indicado, biópsia de medula óssea.
  • 7) Discussão em equipe multidisciplinar e definição do plano terapêutico.

O diagnóstico precoce melhora bastante o prognóstico. Por isso, investigação rápida e integrada é fundamental para iniciar o tratamento adequado o quanto antes.

Tratamentos atuais e perspectivas para o Linfoma Não Hodgkin

As opções de tratamento para o Linfoma Não Hodgkin visam controlar ou curar a doença e também preservar a boa qualidade de vida. A escolha depende do tipo (indolente ou agressivo), estágio, idade do paciente e condições gerais.

Quimioterapia: usa drogas que atacam células que se dividem rapidamente. Regimes clássicos incluem CHOP (ciclofosfamida, doxorrubicina, vincristina, prednisona) frequentemente associado ao anticorpo rituximabe (R‑CHOP). A quimioterapia pode ser sistêmica (infusão) ou oral.

Efeitos comuns: queda das defesas (neutropenia), anemia, fadiga, náuseas, queda de cabelo, neuropatia (vincristina) e risco de cardiotoxicidade (doxorrubicina).

Imunoterapia: utiliza o sistema imune ou anticorpos para mirar células tumorais. Atua por ligação a antígenos (ex.: CD20) ou por ativar células T (CAR‑T, bispecíficos).

  • Anticorpos monoclonais: rituximabe, obinutuzumabe, ofatumumabe.
  • Anticorpos conjugados (ADCs): brentuximabe vedotina, polatuzumabe vedotina.
  • CAR‑T: tisagenlecleucel, axicabtagene ciloleucel, lisocabtagene maraleucel.
  • Antígeno bispecífico: blinatumomabe.
  • Inibidores de checkpoint (em casos selecionados): pembrolizumabe, nivolumabe.

Efeitos comuns: reações à infusão, risco aumentado de infecções, hipogamaglobulinemia; CAR‑T pode causar síndrome de liberação de citocinas (febre, queda de pressão) e neurotoxicidade.

Terapias-alvo: drogas que bloqueiam sinais essenciais ao linfoma, como BTK, PI3K ou BCL‑2. Exemplos: ibrutinibe, acalabrutinibe, zanubrutinibe (BTK); idelalisibe, copanlisibe (PI3K); venetoclax (BCL‑2); lenalidomida (imunomodulador).

Ação: interrompem via de sinalização das células tumorais, levando à morte ou inibição do crescimento.

Efeitos: diarreia, sangramentos, arritmias (ibrutinibe), alterações hepáticas e risco de infecção.

Radioterapia: radiação localizada que causa dano ao DNA das células do linfoma. Útil em doença localizada, alívio de sintomas e em combinação com quimioterapia. Efeitos locais incluem fadiga, irritação cutânea e inflamação da área tratada.

Transplante de medula óssea/espermatozoide: após quimioterapia intensiva, o transplante autólogo (do próprio paciente) permite doses altas para intensificar o tratamento; o alogênico (de doador) adiciona efeito imune “de enxerto” mas aumenta risco de doença do enxerto contra hospedeiro. Complicações: infecções graves, infertilidade, toxicidade de órgãos.

Critérios para escolha: subtipo histológico, extensão da doença, marcadores moleculares, objetivo terapêutico (cura versus controle), comorbidades, capacidade funcional e preferência do paciente. Equipe multidisciplinar ajusta doses, combina terapias e planeja suporte para reduzir efeitos colaterais.

Abordagem emocional e complementar no tratamento do Linfoma Não Hodgkin

O enfrentamento do Linfoma Não Hodgkin envolve mais do que tratamentos médicos: exige cuidado com a saúde emocional. Sentir medo, insegurança ou tristeza é normal. Essas emoções, quando persistentes, afetam sono, apetite, energia e a capacidade de seguir o plano terapêutico. Além disso, o estresse crônico pode alterar respostas fisiológicas importantes, como marcadores inflamatórios e a maneira como o organismo tolera procedimentos.

Controlar ansiedade e estresse melhora a qualidade de vida e a adesão ao tratamento. Pacientes menos estressados relatam melhor sono, menos dor percebida e maior capacidade de realizar atividades diárias. Em termos práticos, isso significa menos faltas a consultas, melhor gestão de efeitos colaterais e mais disposição para participar das decisões sobre o cuidado.

Entre as abordagens complementares com respaldo científico, destaca-se a hipnose científica. Estudos e revisões indicam que protocolos de hipnose, aplicados por profissionais treinados, reduzem ansiedade, dor aguda e crônica, e problemas de sono em contextos oncológicos. A hipnose potencializa técnicas de relaxamento e imagética guiada, ajudando o paciente a modificar reações automáticas a estímulos estressantes e a ressignificar medos.

Importante: a hipnose é um recurso complementar. Não substitui quimioterapia, imunoterapia ou radioterapia. Deve ser oferecida de forma ética, por profissionais certificados, sempre integrada ao time médico. A SBH defende a clareza: sem promessas milagrosas e dentro da competência profissional.

Práticas combinadas costumam trazer melhores resultados. A integração com terapia cognitivo-comportamental, técnicas de mindfulness e cuidados de sono oferece suporte amplo. Alguns elementos úteis no acompanhamento emocional são:

  • Estratégias breves de relaxamento e respiração para controlar crises de ansiedade;
  • Sessões de hipnose focadas em sono, redução de dor e fortalecimento de recursos pessoais;
  • Psychoeducation: informação clara sobre efeitos colaterais e expectativas reais;
  • Rotina de sono e higiene do sono para combater insônia;
  • Rede de apoio social e comunicação aberta com a equipe de saúde.

Ao ressignificar emoções, o paciente recupera senso de controle e significado. Isso não apaga o desafio do Linfoma Não Hodgkin, mas torna a jornada mais suportável e colaborativa. Profissionais de saúde devem incorporar essas estratégias de forma responsável, formando pacientes para lidar melhor com sintomas e estratagemas emocionais. A abordagem integrada prioriza bem-estar, segurança e evidência científica — sempre com respeito aos limites éticos da prática.

Conclusão

O Linfoma Não Hodgkin é uma doença complexa, mas com perspectivas cada vez mais positivas graças aos avanços científicos. Conhecer seus sintomas e a importância do diagnóstico precoce é essencial para aumentar as chances de sucesso no tratamento e obter melhor qualidade de vida durante a jornada terapêutica.

Além dos cuidados convencionais, é importante também olhar para o bem-estar emocional. O controle do estresse e da ansiedade impacta diretamente na resposta física do corpo, e práticas como a hipnose científica, quando aplicadas por profissionais devidamente certificados, podem auxiliar no processo de tratamento e recuperação.

A Sociedade Brasileira de Hipnose defende o uso responsável e ético da hipnose baseada em evidências, especialmente no contexto de saúde. Quando bem conduzida, essa abordagem pode ajudar o paciente oncológico a lidar melhor com a dor, a insônia e as mudanças emocionais provocadas pela doença e seus tratamentos.

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Perguntas Frequentes

Quais são os sinais iniciais do Linfoma Não Hodgkin que devo observar e quando procurar um médico?

Os sinais iniciais mais comuns do Linfoma Não Hodgkin são linfonodos aumentados, geralmente indolores, e sintomas sistêmicos chamados “B”: febre persistente, sudorese noturna e perda de peso sem causa. Fadiga prolongada e aumento de volume no pescoço, axila ou virilha também merecem atenção. Procure um médico se notar um nódulo que não diminui em 2–4 semanas, febre inexplicada ou perda de peso. O diagnóstico precoce melhora o prognóstico e permite exames como biópsia e imagem.

Como é feito o diagnóstico do Linfoma Não Hodgkin e quais exames confirmam o tipo e estágio?

O diagnóstico começa com avaliação clínica e exames de sangue. A confirmação exige tecido por biópsia, preferencialmente excisional, seguida de imunofenotipagem e testes moleculares para definir subtipo. TC e PET‑CT ajudam no estadiamento e planificação do tratamento. Em muitos casos faz‑se biópsia de medula óssea para verificar comprometimento. A integração entre hematologista, patologista e imagem é essencial para escolher terapias corretas e estimar prognóstico.

Quais são as principais opções de tratamento para Linfoma Não Hodgkin e seus efeitos colaterais comuns?

O tratamento depende do subtipo e estágio. Para linfomas B agressivos, a quimioterapia combinada com rituximabe (R‑CHOP) é padrão. Existem também imunoterapias (anticorpos, CAR‑T), terapias‑alvo (inibidores de BTK, BCL‑2), radioterapia e transplante de células hematopoiéticas quando indicado. Efeitos comuns incluem neutropenia, risco de infecções, fadiga, náuseas, neuropatia e, em alguns casos, cardiotoxicidade. CAR‑T pode causar síndrome de liberação de citocinas e neurotoxicidade, exigindo suporte especializado.

A hipnose científica pode ajudar pacientes com Linfoma Não Hodgkin a controlar ansiedade e dor durante o tratamento?

Sim. A hipnose científica, aplicada por profissionais certificados, é um recurso complementar que pode reduzir ansiedade, dor aguda e crônica e melhorar sono em pacientes oncológicos. Revisões clínicas mostram benefício na qualidade de vida e adesão ao tratamento. Importante: hipnose não substitui terapias oncológicas como quimioterapia ou radioterapia. Deve ser integrada com acompanhamento médico e psicoterapias como TCC ou mindfulness para melhor resultado.

Como é decidido o uso de terapias avançadas como CAR‑T e transplante em Linfoma Não Hodgkin?

A indicação de CAR‑T ou transplante é multi‑fatorial: considera‑se subtipo histológico, resposta a tratamentos prévios, idade, comorbidades e performance clínica. Em geral, CAR‑T é reservado para linfomas recidivantes ou refratários após linhas anteriores; transplante autólogo pode ser opção após boa resposta a quimioterapia. A decisão envolve equipe multidisciplinar e, quando possível, avaliação de marcadores moleculares e participação em ensaios clínicos para acesso a novas terapias.

Quais fatores aumentam o risco de desenvolver Linfoma Não Hodgkin e o que posso fazer para reduzir essa chance?

Fatores que elevam risco incluem imunossupressão (HIV, uso de imunossupressores), algumas infecções virais (ex.: EBV), doenças autoimunes, exposição ocupacional a pesticidas e idade avançada. Há também casos sem causa identificada. Para reduzir risco, mantenha hábitos saudáveis: não fumar, controlar doenças crônicas, seguir vacinação quando indicada e minimizar exposições tóxicas. Monitoramento médico em pessoas com risco aumentado ajuda a detectar problemas cedo.

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Foto de Erick Ribeiro

Erick Ribeiro

Psicólogo graduado pela PUC Minas e co-fundador da Sociedade Brasileira de Hipnose. Com ampla experiência em hipnose clínica, ele também atua no campo do marketing digital, ajudando a popularizar a hipnose na internet. Seu trabalho é focado em capacitar hipnoterapeutas, oferecendo-lhes ferramentas para aprimorar suas práticas e alcançar mais pessoas.

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