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Tudo sobre Depressão: Quais são os sintomas? Ela tem cura?

Depressão
Tudo sobre Depressão: Quais são os sintomas? Ela tem cura?
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Considerado o mal do século pela OMS, a Depressão é o transtorno mental mais comum do mundo, afetando mais de 300 milhões de pessoas.

Não é nada fácil lidar com a tristeza, não é mesmo? Não só pela dor que ela nos causa, mas pela dificuldade de superar as razões do sofrimento. A tristeza pode ser fruto de uma grande perda, decepção, mudanças drásticas ou, simplesmente, solidão. Mas por pior que seja, esse sentimento sempre acaba aparecendo em nossa vida de alguma forma.

A boa notícia é que a tristeza é um sentimento natural e transitório, assim como a maior parte das emoções humanas. Em algum nível, podemos afirmar que senti-la é vital ao nosso equilíbrio pessoal, pois é a sua existência que nos permite apreciar, de fato, bons momentos de verdadeira alegria e felicidade.

Todos nós sentiremos tristeza, em diferentes níveis, de tempos em tempos, isso é perfeitamente comum. Mas algumas pessoas sentem esse sentimento de forma profunda e por períodos muito longos. Muitas vezes, a sensação de angústia é tão pesada que afeta diretamente as relações sociais e até a saúde física dessas pessoas.

Se você sente que a sua tristeza é tão intensa que é difícil de explicar ou superar, talvez você sofra com um tipo de depressão. Esse artigo vai te ajudar a entender mais sobre o problema, como lidar com ele, e apresentar formas de enfrentá-lo.

O QUE É DEPRESSÃO

Em primeiro lugar, é preciso deixar claro que depressão é mais do que tristeza. É um transtorno sério, caracterizado por uma série de sintomas psicológicos e físicos que afetam significativamente a relação que o sujeito estabelece com as diversas esferas de sua vida. Apresentando alterações no humor, sensação constante de vazio, irritação, angústia, insônia ou sonolência, agitação ou lentidão, perda ou ganho de apetite, isolamento social entre outros (ISTILLI et. al. 2010).

O sujeito com depressão (ou transtorno depressivo maior) é descrito pela Classificação Internacional de Doenças (CID-10) como uma pessoa com baixo-auto-estima, que apresenta uma perspectiva negativa do futuro, vendo-se solitário e triste, com dificuldades de concentração e atenção, cansa facilmente ao realizar pequenos esforços, não encontra força de vontade e ânimo para realizar as atividades diárias, possui sentimento de culpa e inutilidade, pensamentos ou ações autodestrutivas ou suicidas (FEITOSA, BOHRY e MACHADO, 2011).

Como esses sentimentos negativos, podem ser familiares para qualquer pessoa, o que vai determinar se há depressão é a intensidade e o quanto eles se prolongam. Mesmo em grandes choques como em fins de relacionamento, perda de entes queridos ou mudanças bruscas no rumo da vida, é comum que depois de algum tempo de assimilação, a pessoa consiga retomar o rumo de sua vida normalmente, mesmo que ainda sinta algum resquício de melancolia.

Em casos de luto, por exemplo, quando o estado deprimido acontece em resposta a perda de pessoas queridas, os sentimentos de inquietude e tristeza profunda também estão presentes e podem se estender por até um ou dois anos. Mas são diferentes dos quadros depressivos, pois no luto normal a pessoa usualmente mantêm certos interesses e reage positivamente ao ambiente, quando devidamente estimulada.

Mas quando esse sentimento não melhora, chegando a afetar substancialmente outras áreas da vida, é preciso ligar o alerta e procurar ajuda.

Para entender o tipo de apoio, ajuda ou tratamento necessário, é preciso compreender um pouco mais o que é a tristeza, causado pelo luto, e o que é a depressão. Por isso destacamos alguns pontos de diferenciação:

  • Em casos de luto, sentimos ondas de tristeza que se misturam com boas lembranças da situação/pessoa. Já na depressão, o humor e os sentimentos positivos vão diminuindo constantemente;
  • Em casos de luto, a autoestima pode ser abalada temporariamente mas, logo é restabelecida. Já na depressão, há uma significativa mudança na percepção de autoimagem, que pode resultar em sentimentos de inutilidade e auto-depreciação;
  • Não se observa, no luto, a inibição psicomotora característica dos estados melancólicos;
  • Os sentimentos de culpa, no luto, limitam-se a não ter feito todo o possível para auxiliar a pessoa que morreu; outras ideias de culpa estão geralmente ausentes;
  • Razões que levam ao luto também podem ser gatilhos para o início de uma depressão. Grandes perdas, morte de um ente querido, perder um emprego, ser acometido por uma doença crônico degenerativa, ser vítima de um acidente, sofrer agressão física ou um assalto também podem desencadear o transtorno. O luto e a depressão também podem coexistir, agravando ainda mais o sofrimento da pessoa;

TIPOS DE DEPRESSÃO

Os distúrbios depressivos podem ser classificados de acordo com a sua intensidade — leve, moderada ou grave. A depressão também pode apresentar algumas características específicas que as identificam como um subtipo, que serão listados abaixos.

EPISÓDIO DEPRESSIVO

Um episódio depressivo acontece quando os sintomas da depressão, como tristeza excessiva, perda de interesse no lazer e pouca motivação para o trabalho acontecem por mais de 2 semanas. Também é comum o surgimento algumas mudanças no comportamento, como lentidão no pensamento e na coordenação motora e alteração no sono e no apetite.

Esse é o tipo mais comum de depressão, normalmente motivado por uma grande perda. Um estudo publicado pela Revista de Saúde Pública, afirma que 1 a cada 3 jovens brasileiros já passou por algum tipo de episódio depressivo em algum momento de suas vidas. Estes quadros tendem a ter uma duração mais curta, de até seis meses, sem uma intensificação dos sintomas e respondem muito bem com psicoterapia, sem a necessidade do uso de medicamentos.

Enquanto a maioria dos casos desses quadros apresenta uma depressão leve, cerca de 1 a cada 10 casos acaba evoluindo para um episódio moderado ou grave.

TRANSTORNO DEPRESSIVO MAIOR

Se o quadro depressivo continua a evoluir por mais de 6 meses, com intensificação dos sintomas, ou se, mesmo após uma melhora, novos episódios são recorrentes, é provável que se trate de um transtorno depressivo maior.

Nesse caso, como explicamos no tópico “O que causa a depressão”, isso ocorre quando há uma mudança na bioquímica cerebral causando um desequilíbrio nos níveis de neurotransmissores. Essa mudança é mais comum em casos de pre-disposição genética, mas também são desencadeados a partir de traumas físicos ou emocionais.

Enquanto o episódio depressivo tem maior recorrência em jovens, o transtorno depressivo maior é mais comum após os 30 anos de idade. Nesse caso, o uso de medicamentos costuma ser necessário para o reequilíbrio hormonal e químico do cérebro.

TRANSTORNO BIPOLAR

O Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) é caracterizado pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-4), como um transtorno de humor. Os portadores de Transtorno Bipolar apresentam amplitudes anormais de variação do humor, onde intercalam episódios de euforia (também chamado de mania ou hipomania) e de extremo desânimo e tristeza (depressão).

A depressão bipolar se diferencia da depressão clássica (unipolar), por apresentar fases de euforia, irritabilidade e agitação, denominadas mania ou hipomania.  

O transtorno bipolar é confundido com a depressão porque as pessoas acreditam que os momentos de “mania” ou “hipomania”— fase eufórica do paciente bipolar — são o estado natural do paciente, e só se preocupam quando ele apresenta episódios depressivos. Porém, ambas as fases da doença devem ser acompanhadas e tratadas com psicoterapia e, quando necessário, medicamentos para evitar o seu agravamento.

O transtorno bipolar é um transtorno crônico e complexo caracterizado por episódios de depressão, mania ou hipomania de forma isolada ou mista com grande morbidade e mortalidade.

DEPRESSÃO PÓS-PARTO

As mulheres têm mais chance de desenvolver algum tipo de depressão. Isso acontece devido a fatores psicossociais (historicamente ligados à maior vulnerabilidade social e dependência financeira; multiplicidade de papéis; problemas conjugais e familiares); histórico de distúrbios emocionais, como stress e ansiedade, pré-existentes; alterações hormonais (relação entre a diminuição do estrogênio e o desenvolvimento de depressão, característicos das fases pré-menstrual e pós-parto); Genética e a Resiliência. Na gestação, essa variação é ainda mais aguda.

Cerca de 80% das mulheres vivenciam algum período de melancolia pós gravidez (também chamado de babyblues), o que não caracteriza necessariamente uma depressão, mas pode evoluir para tal. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) a depressão pós-parto afeta 10% a 15% das mulheres em países desenvolvidos, além disso nas mulheres com episódio de depressão maior anterior tem o risco aumentado em 25% a 50%.

Isso acontece porque os níveis de progesterona e estrógeno caem drasticamente nos primeiros dias após o parto. Essa melancolia gera muita confusão nas mães, que se sentem culpadas por se perceber tristes em um momento que deveriam estar alegres. Esse sentimento de culpa, faz com que as mulheres escondam o sentimento e não busquem ajuda, o que pode acabar gerando uma depressão mais aguda.  Estudos sugerem que os fatores de risco associados à DPP envolvem aspectos biológicos e psicossociais e afirmam que há semelhança entre os fatores de risco para a DPP na maioria das culturas e países; sendo os principais: episódio depressivo prévio, antes ou durante a gestação; histórico familiar de transtornos; conflitos familiares; exposição à eventos estressores durante a vida; pouco suporte social e financeiro; conflitos conjugais; gravidez na adolescência; gravidez indesejada; complicações no parto e dificuldades em lidar com o bebê decorrentes do comportamento, temperamento ou doenças.

O QUE CAUSA A DEPRESSÃO

Para abordar esse assunto, é necessário se despir não apenas dos preconceitos, mas também da romantização. Apesar das causas da depressão ainda não serem completamente compreendidas pela comunidade científica, é possível traçar fatores de risco a partir da combinação de características genéticas, biológicas, ambientais e psicossociais as quais o indivíduo é exposto.

É preciso entender que a nossa mente e nosso corpo não são entidades desvinculadas, sofrendo constantes influências mútuas. Tanto a estrutura física do nosso cérebro (a sua atividade química, questões hormonais e predisposição genética), quanto o uso de certas medicações ou drogas, ou até mesmo o histórico de outros distúrbios psicológicos, vivências de processos traumáticos e um ambiente familiar desestabilizado, são pontos que devem ser analisados com iguais graus de importância.

PROCESSOS TRAUMÁTICOS

A depressão pode ser desencadeada depois de um acontecimento específico, como:

  • Um trauma vivido durante uma fase da vida;
  • Sofrer violência física;
  • Um acidente com graves consequências;
  • Uma situação de grande estresse psicológico (como um assalto, violência sexual ou sequestro);
  • Ser acometido por uma doença crônico-degenerativa (como Câncer, HIV, Parkinson, Diabetes e AVC);
  • A perda de um ente-querido;
  • O fim de um relacionamento;
  • Perder um emprego ou um ano letivo.

FATORES SOCIOAMBIENTAIS

Viver em um ambiente desestabilizado, em que a exposição à violência física e/ou psicológica seja comum, ou, onde as necessidades sejam negligenciadas, aumenta a vulnerabilidade de alguns indivíduos à depressão. Passar por muitos conflitos de identidade, rupturas no processo familiar ou ter a sua sexualidade questionada por parentes ou amigos, também são fatores de risco. O risco é ainda maior entre adolescentes, como mostra esse esse estudo “Estrutura e suporte familiar como fatores de risco na depressão de adolescentes“.

A convivência em uma família desestruturada, ou de um ambiente escolar que favorece o bullying, podem gerar depressão ainda na infância e na adolescência. Porém, algumas vezes, as consequências só aparecem a longo prazo.

MEDICAÇÕES E DROGAS

Existe uma estreita relação entre a depressão e o uso de drogas, sejam elas lícitas (como o álcool), ilícitas (como a cocaína e LSD) ou medicamentosas (como as anfetaminas, inibidores de apetite, e alguns remédios para a hipertensão).

A depressão também pode levar ao abuso dessas substâncias, já que o Álcool e algumas drogas ilícitas, como a cocaína, geram a sensação de euforia no momento de seu uso, e após o fim do efeito dessas drogas, os sintomas depressivos tendem a se intensificar, gerando um efeito “bola de neve” que favorece ao vício. As crises de abstinência também são amplificadas pelos sintomas depressivos, gerando ainda mais consequências negativas. O maior risco da interação do uso abusivo de drogas com a depressão é o suicídio e a overdose.

OUTROS FATORES DE RISCO

  • Transtornos psiquiátricos correlatos;
  • Estresse crônico;
  • Ansiedade crônica;
  • Disfunções hormonais;
  • Excesso de peso, sedentarismo e dieta desregrada;
  • Vícios (cigarro, álcool e drogas ilícitas);
  • Traumas físicos ou psicológicos;
  • Pancadas na cabeça;

Como dito anteriormente, a depressão pode acometer qualquer pessoa, mesmo aquelas que sempre foram de bem com a vida, e nunca apresentaram sinais de grandes tristezas ou preocupações. Esse transtorno psiquiátrico atinge pessoas de todas as idades, mas é mais comum em adultos.

A depressão pode durar semanas ou mesmo anos. E uma vez que o indivíduo passe por uma crise, corre maior risco de enfrentar episódio semelhante outra vez na vida. Por isso é importante estar sempre alerta.

COMO SABER SE TENHO DEPRESSÃO (SINTOMAS)

sintomas de depressão
A depressão é acompanhada por um sentimento de despertencimento

A depressão afeta diretamente a saúde mental e física. Abaixo listamos as principais consequências:

MENTAIS:

  • Tristeza profunda;
  • Perda de Interesse em atividades prazerosas;
  • Irritabilidade;
  • Angústia;
  • Ansiedade exacerbada;
  • Baixa autoestima;
  • Pessimismo;
  • Comportamentos compulsivos;
  • Choro sem motivo aparente;
  • Isolacionismo social;
  • Dificuldade para se concentrar e tomar decisões;
  • Pensamentos frequentes sobre a morte;
  • Sensação de inutilidade ou culpa.

FÍSICOS:

  • Cansaço extremo;
  • Mudanças de apetite;
  • Ganho ou perda de peso não relacionado a dieta;
  • Fraqueza;
  • Insônia (ou sono de má qualidade);
  • Problemas ou disfunções sexuais;
  • Maiores chances de ficar doentes.

É preciso ficar atento, pois pacientes depressivos têm maiores chances de desenvolverem outras comorbidades físicas e mentais.

DIAGNÓSTICO

Diagnóstico da depressão
“Uma das maiores dificuldades no diagnóstico da depressão está na demora em buscar ajuda”

O mais indicado em caso de sofrimento, ao identificar alguns dos sintomas e comportamentos citados acima, é que se procure ajuda psicológica. Uma das maiores dificuldades no diagnóstico da depressão está no preconceito e na vergonha em demonstrar o que sente. Isso faz com que o tratamento se inicie tardiamente, piorando os resultados.

Algumas doenças (como Hipotireoidismo, tumores no cérebro e até mesmo deficiência de vitaminas) podem gerar sintomas parecidos com o da depressão. Por isso, é importante que no diagnóstico, também seja realizado testes de eliminação.

Uma avaliação apurada, incluirá o seu histórico e o de sua família, bem como alguns exames, podendo localizar se o problema é realmente uma depressão, qual o tipo de depressão e qual o melhor tratamento. Um diagnóstico não é uma receita de bolo, ele precisa ser construído levando em consideração a subjetividade do sujeito. Compreender bem os sintomas é essencial para que o diagnóstico não seja dado de forma precoce.

FORMAS DE TRATAMENTO

Tratamento da depressão
Buscar ajuda é um importante passo

Voltamos a repetir que a nossa mente e nosso corpo não são entidades desvinculadas. Por isso os tratamentos para depressão envolvem muitas possibilidades, e elas funcionam melhor quando feitas em conjunto de forma multidisciplinar.

A primeira opção costuma ser a psicoterapia, que tem diversas variações de abordagem, como a Psicanálise, a Terapia Cognitivo Comportamental, a Hipnose Clínica, entre outras. É comum e muitas vezes importante que a psicoterapia aconteça em parceria com o tratamento farmacológico que é feito por psiquiatras, uma vez que, como já dito, o tratamento para a depressão na maioria dos casos e feito de forma multi e interdisciplinar.

Buscar se informar e adotar estratégias de auto-ajuda e enfrentamento à esse transtorno psicológico também são passos importantes na luta para administrar a depressão. Listamos cada um desses casos com mais detalhes abaixo.

PSICOTERAPIA

Vários tipos de psicoterapias podem ajudar as pessoas com depressão. Exemplos de abordagens baseadas em evidências, específicas para o tratamento da depressão, incluem Hipnoterapia, Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), Psicanálise, entre outras.

Em todos esses casos, o tratamento é baseado em intervenções estratégicas que auxiliam o sujeito em seu autoconhecimento, e na sua implicação enquanto protagonista da sua própria saúde mental. O processo de psicoterapia, independente da abordagem escolhida, auxilia no processo de enfrentamento acerca do próprio sofrimento do sujeito.

Com a psicoterapia é possível identificar questões que contribuem para o agravamento ou para a melhora dos quadros depressivos. Adotando estratégias para lidar com os problemas de forma mais eficiente e saudável.

Todas as psicoterapias são eficazes, e ajudarão o paciente a lidar com a depressão e a superá-la. A melhor forma de abordagem vai depender do indivíduo e de sua adaptação.

O TRATAMENTO COM HIPNOSE

Auto hipnose

Na hipnoterapia, o paciente pode ser colocado em transe, através de técnicas de indução hipnótica. Dessa forma é possível trabalhar questões inconscientes com o sujeito em busca de resoluções aceitáveis para o seu problema. Uma das formas de trabalhar hipnoticamente pode ser com a regressão, onde o pressuposto central é a existência de um evento causador passado para um sintoma atual.

Sentimentos reprimidos, assim como eventos traumáticos podem contribuir para o desenvolvimento do transtorno depressivo. A hipnoterapia possibilita ao profissional acessar diretamente fragmentos dessas memórias e sentimentos e, assim, atribuir outro significado juntamente com o paciente, dando uma alternativa construtiva ao sintoma destrutivo.

Hipnose tem grandes vantagens

Uma grande vantagem da hipnose, é sua possibilidade de interação com outros processos psicoterapêuticos. Muitos psicanalistas e terapeutas cognitivo-comportamentais já utilizam a hipnose para obter melhores resultados em suas terapias, apresentando um diferencial para seus pacientes.

Além disso, a auto-hipnose – técnica que normalmente é ensinada ao paciente pelo terapeuta depois que as sessões apresentam avanços – pode ser utilizada para o autoconhecimento e redução do estresse. A sensação de relaxamento profundo gerado pela hipnose é única, e a possibilidade de realizá-la sozinho é um grande diferencial no empoderamento do paciente, que não fica dependente do terapeuta por um longo período de tempo.

A única contraindicação está para os casos de depressão psicótica, pois o processo de transe pode incentivar as alucinações e delírios, e o paciente tem uma dificuldade maior de distinguir a realidade e a imaginação.

MEDICAMENTOS

Para casos de depressão mais leve e moderada, os medicamentos antidepressivos não costumam ser recomendados como primeira linha de tratamento. Porém, em casos mais graves, a medicação pode ser essencial para combater os sintomas de depressão profunda. O que deve ser avaliado em conjunto com um psicoterapeuta. Assim, se ele achar necessário uma intervenção com medicamentos antidepressivos, ele irá te indicar um psiquiatra de confiança para começar um tratamento em conjunto.

É recomendado que o paciente nunca faça um tratamento psiquiátrico sem um acompanhamento psicológico. É muito importante que todas as pessoas acometidas pelo transtorno depressivo desenvolvam estratégias de enfrentamento e resistência emocional, que geralmente são possíveis apenas em tratamentos psicoterapêuticos, como a psicologia ou a hipnoterapia. Isso evita que elas sejam reféns da medicação para sempre, embora ela possa ser necessária em algum momento.

É importante frisar que os medicamentos antidepressivos funcionam de formas diferentes e tem efeitos variados em cada pessoa. Por isso, o acompanhamento psiquiátrico é IMPRESCINDÍVEL durante todo o tratamento. É preciso testar mais de um tipo de medicamento, com alteração constantes de dosagem para encontrar a melhor fórmula para o paciente. Avaliar as alterações de comportamento e os efeitos colaterais dos remédios é uma tarefa conjunta do psiquiatra com o psicoterapeuta, por isso é essencial que a equipe esteja bem alinhada.

É preciso ter em mente que tomar antidepressivos não é um motivo para se envergonhar. As pessoas tomam medicamentos o tempo todo para doenças físicas, os transtornos mentais não são diferentes. Contudo, também é necessário entender que a automedicação, o interrompimento ou aumento das doses, pode ser muito perigoso.

Lembre-se que o processo de recuperação é um percurso e não um destino. Os dias podem continuar acontecendo, mas com um tratamento bem acompanhado, você será capaz de superar as dificuldades.

AUTO-AJUDA E ENFRENTAMENTO

A partir de um diagnóstico correto que leve em consideração todos os fatores envolvidos, o que se pode esperar é uma melhora do quadro depressivo. As expectativas de recuperação, no geral são muito boas.

Mas manter-se saudável depende diretamente das atitudes do paciente após a recuperação. Como boa parte dos tratamentos atua apenas sobre os sintomas e não sobre a causa do problema, as recaídas acontecem em cerca de 50% dos pacientes, em algum momento de suas vidas. A probabilidade de reincidência aumenta mais a cada novo episódio, por isso é importante ficar sempre atento.

A boa notícia é que, além da hipnoterapia, existem alguns passos que podem ajudá-lo a evitar as recaídas da depressão.

  • Tenha uma dieta saudável – Pode soar simplista, mas cuidar do corpo é o primeiro passo para ter uma mente saudável. Caso não tenha apetite, tente comer pequenas porções de suas comidas favoritas.
  • Pratique atividades físicas – Atividades físicas ajudam a liberação de substâncias relaxantes no organismo e equilibrar os níveis de endorfina. Atividades coletivas são ainda mais recomendados pela interação social.
  • Tente regularizar suas noites de sono – Estabeleça um horário para levantar todos os dias pela manhã e para ir deitar a noite. Evite dormir durante o dia e evite ficar deitado por mais de 30 minutos depois de acordar.
  • Empodere-se com conhecimento sobre depressão – Tenha em mente 3 coisas. 1. Depressão é um transtorno, e não um sinal de fraqueza ou um problema de caráter. 2. O Objetivo do tratamento ficar bem e permanecer bem. 3. Recuperar-se é a regra, e não a exceção.
  • Planeje o seu dia – Listar as atividades de todo o seu dia vai te ajudar a se manter engajado com as suas metas.
  • Liste atividades que te dão prazer – Tente encaixar essas atividades na sua rotina por algumas horas por dia e um punhado de vezes na semana.
  • Tente não se comparar com o seu eu do passado – Lembre-se, a recuperação é um processo lento. Um dia de cada vez.
  • Se recompense por pequenas vitórias – Busque ajuda de familiares e amigos. O reconhecimento deles sobre seu esforço é edificante. Recuperar-se é como reaprender a andar depois de quebrar uma perna.
  • Em caso de perda de libido – Convide seu parceiro para fazer coisas que os dois gostem, como ir ao cinema ou passear em um parque. Explique que a perda de interesse em sexo é um sintoma da depressão e que é algo temporário.
  • Em caso de tristeza profunda – Com a ajuda de um amigo, liste suas melhores qualidades, tente recordar dias que você se sentiu feliz, procure formas de incorporar dias como aquele em seus planos.
  • Em caso de se sentir imprestável – Tente pensar objetivamente qual é o problema ou objetivo, pense formas de resolvê-lo (escreva), tente dividir a tarefa em pequenos passos, peça ajuda para pessoas que podem te ajudar a resolver (e não resolver pra você).
  • Se as metas estão muito difíceis, não se desespere – Tente subdividir as metas em tarefas mais fáceis e comece de novo mais devagar

APLICATIVOS QUE AJUDAM

Algumas ferramentas podem ser muito úteis no processo de auto-ajuda e enfrentamento da depressão. Esses aplicativos de celular tem grande utilidade pra conseguir acompanhar as atitudes que citamos no último tópico. Mas lembre-se, são ferramentas de apoio e nunca devem substituir o acompanhamento profissional:

  • Diário – Controle de Humor: Aplicativo muito simples de controle diário, com várias funções pré-definidas que facilitam o controle sem precisar escrever nada. É só selecionar o dia e horário, o humor e as atividades que fez ao longo do dia. O Aplicativo é interessante, pois te permite identificar padrões de comportamento e localizar onde a mudança precisa acontecer. Avaliado com 4.8 estrelas na Google Play.
  • Cíngulo – Autoconhecimento: O app possui conteúdos, técnicas, áudios, vídeos e exercícios para que você possa cuidar da sua saúde emocional, onde e quando quiser. Avaliado com 4,9 estrelas na Google Play.
  • Pacifica – Stress & Anxiety: Este aplicativo ajuda a aliviar a ansiedade, estresse, depressão com base em Terapia Cognitiva-Comportamental e Meditação Mindfulness. Aplicativo em Inglês.

COMO AJUDAR ALGUÉM COM DEPRESSÃO

Quando alguém que você ama sofre com depressão, é importante se mostrar presente para essa pessoa. Mas lembre-se: Dar apoio significa mais do que oferecer um ombro para chorar. Entender sobre o transtorno é essencial.

Muitas coisas podem ser feitas para que os indivíduos em quadros depressivos se sintam melhor. Porém, o mais importante, é termos a consciência de que o cuidado psicológico, e muitas vezes psiquiátrico, é fundamental para que esses indivíduos se recuperem.

1 – BUSQUE INFORMAÇÃO E EVITE O ACHISMO

Estar bem informado sobre o assunto te dará autoridade para dar boas dicas sobre o tratamento. Com a leitura desse artigo, por exemplo, você já conseguirá identificar as principais características, sintomas e tratamentos para depressão.

Com isso você evitará conflitos e ganhará a sua confiança. Uma boa dica é evitar dizer a alguém com depressão que ele não tem motivos para estar naquela situação. Diminuir os problemas de alguém em processo depressivo só vai fazer ela se afastar de você.

2 – INCENTIVE-O A BUSCAR AJUDA PROFISSIONAL

Com esse artigo você percebeu que o acompanhamento profissional é essencial. Incentive o seu amigo a buscar um psicoterapeuta e ajuda médica. Ajude-o a desconstruir preconceitos e a entender que a depressão é uma transtorno e deve ser tratada.

Faça-a entender que qualquer pessoa passa por situações em que precisa de ajuda para lidar com sentimentos e problemas que parecem além do seu controle. A ajuda da família é essencial, mas com o acompanhamento profissional os problemas se resolvem mais facilmente.

Apresente artigos sobre o tema, mostrando como um diagnóstico bem feito pode acelerar a recuperação. Incentive-o a procurar um médico, e mostre como a hipnoterapia pode ser uma importante ferramenta para o enfrentamento da depressão.

Um importante passo pode ser oferecer ajuda para procurar um médico e/ou terapeuta. Se possível, vá com a pessoa à primeira consulta, incentive-a fazer uma lista completa de sintomas para discutir com o médico. Isso será de grande ajuda.

3 – MANTENHA-SE PRÓXIMO

Convide-o para realizar algumas das atividades que vocês sempre gostaram de fazer juntos. Seja ver o show de uma banda, jogar uma partida de videogame, fazer uma atividade esportiva como jogar futebol, ou mesmo dar um passeio em um parque, irá ajudá-lo a sair do isolamento e cumprirá um importante papel em sua melhora.

Não desanime caso os primeiros convites sejam negados. Continue chamando-o, faça visitas ou o convide para comer algo em sua casa. Mas lembre-se sempre, um passo de cada vez.

4 – FAÇA UMA PSICOTERAPIA

O processo de psicoterapia não é recomendado apenas para pessoas em processos intensos de crise, como a depressão. A hipnose, por exemplo, auxilia diretamente no processo de conhecimento pessoal e pode ser importante na prevenção de distúrbios.

Além disso, o convívio direto com pessoas depressivas pode causar muito sofrimento às pessoas mais próximas a ela. Isso acontece porque quando estamos em um processo de escuta ativa, os relatos podem acionar pontos do nosso inconsciente. Então é essencial que saibamos diferenciar o que é um sofrimento nosso e o que está sendo absorvido pelo contato com a doença.

A hipnoterapia é recomendada não só para evitar esse sofrimento, mas também para aprender a ajudar a pessoa querida sem colocar a sua própria saúde mental em jogo. Além disso, passando pelo processo de hipnose clínica, você mostrará ao seu amigo/ente querido, que esse é um procedimento normal e que ela não precisa se envergonhar.

Caso se interesse pelo tema, você também pode fazer cursos de hipnoterapia e hipnose clínica. A SBH tem uma série de cursos de institutos filiados que podem te ajudar a lidar com essas questões.

5 – TENHA PACIÊNCIA E SEJA CARINHOSO

Tente não pressionar a pessoa demais. Caso ela se recuse a aceitar ajuda profissional, dê algum espaço, evite conflitos e procure abordagens menos agressivas. Em muitos momentos, uma demonstração de carinho pode ser mais efetiva que a preocupação excessiva.

Busque estar próximo da pessoa, escuta-la e acolhê-la em momentos de dor. Saber que tem um ombro para chorar é importante, desde que sua tarefa não se limite a isso. Pontue e elogie pequenas realizações diárias – até mesmo algo tão simples quanto sair da cama. E ajude-a manter compromissos, como ir a terapia.

Lembre-se, o processo de tratamento exige algum tempo, em casos agudos, é preciso ter paciência para perceber os efeitos dos remédios e da terapia.

Aqui está um bom vídeo que ilustra formas de ajudar amigos, parceiros ou familiares com depressão. O vídeo está em inglês, mas possui legendas em português dentro do próprio Youtube.

DEPRESSÃO TEM CURA?

cura da depressão

Como já dito, a depressão pode apresentar diversas variações. Algumas delas são crônicas, mas a partir do diagnóstico correto, as expectativas de recuperação são muito boas.

A não reincidência do transtorno, em boa parte dos casos, é possível. Mas isso vai depender de muitos fatores, que envolvem desde a motivação do paciente até o tipo de abordagem correta para o problema.

Você passa ou conhece alguém que passa por algum tipo de depressão? Já adotou alguma das abordagens citadas nesse post? Comente abaixo.

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