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Tudo sobre Fibromialgia: O que é? Como diagnosticar os sintomas? Tem cura?

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Tudo sobre Fibromialgia: O que é? Como diagnosticar os sintomas? Tem cura?
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“Uma dor generalizada que não passa. Os músculos e tendões parecem em chamas. A dor é tão intensa que prejudica diretamente o sono e o humor, te deixando sempre cansada, irritada e com dor de cabeça. Por mais que se tome analgésicos, a dor se arrasta por meses. Em casos mais graves, o incômodo gera também ansiedade e depressão”.

Esses sintomas, caso recorrentes, são os principais indícios da síndrome de Fibromialgia (FM). De acordo com o Hospital Israelita Albert Einstein, a doença atinge cerca de 3% da população brasileira, sendo 80% a 90% dos casos em mulheres de 30 a 50 anos.

Para saber mais sobre os sintomas e tratamentos dessa doença, que afeta quase 2 milhões de brasileiras todos os anos, continue a leitura desse artigo!

O que é a Síndrome de Fibromialgia

A síndrome de Fibromialgia, também conhecida como síndrome de Joanina Dognini, se caracteriza por uma dor músculo-esqueletal difusa. Muitas vezes, a desordem é confundida com artrites, artrose ou inflamações. Porém, diferente desses problemas, a origem da dor não está relacionada ao desgaste das articulações ou inflamações nos músculos.

Segundo a Sociedade Brasileira para Estudos da Dor (SBED), a Fibromialgia causa um descontrole na forma como o cérebro processa os sinais de dor. Ou seja, a fibromialgia amplifica sensações dolorosas, sem necessariamente haver uma razão física para a existência desse mal estar.

Causas do problema

A fibromialgia é uma doença reumática idiopática crônica. Em outras palavras, é uma dor nos tecidos conjuntivos (músculos, tendões, ligamentos, articulações e ossos), sem uma origem conhecida e sem cura.

Embora não exista consenso na literatura médica sobre a origem exata da FM, pesquisas indicam que, a presença da doença é mais comum em pacientes que apresentam alguns fatores, que, em conjunto, aumentam a chance de desencadear o problema. Esses fatores são:

  •         Estresse;
  •         Traumas;
  •         Predisposição genética;
  •         Infecções;

Os sintomas podem começar depois de um trauma, infecção ou situações em que a pessoa é submetida a grande estresse psicológico. Porém, há muitos casos em que os sintomas, simplesmente, vão se intensificando com o passar dos anos, mesmo em pessoas que não passaram por nenhuma experiência do tipo.

Além disso, como já foi dito, o gênero é um fator importante. Ainda não se sabe porque, mas mais 80% dos casos acontecem em mulheres em idade adulta.

Origem da Síndrome

Você deve estar se perguntando: Mas se é um problema que afeta tantas pessoas, porque só começamos a ouvir disso agora?

A verdade é que descrições de dor crônica, que podem ser relacionados à fibromialgia, estão presentes em diversas pesquisas desde o século XIX. Mas ela só foi reconhecida por esse nome pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no fim da década de 1970. O que é algo muito recente, do ponto de vista médico!

Além disso, o interesse pela doença aumentou de forma drástica no último ano. Isso aconteceu porque a cantora Lady Gaga cancelou o seu show no Rock in Rio, em setembro de 2017, devido a uma crise aguda de Fibromialgia.

Embora não haja cura para a síndrome, uma variedade de medicamentos e outros tipos de tratamentos podem ajudar a controlar os sintomas. Confira logo abaixo quais são:

Sintomas da Fibromialgia

Dor Fibromialgia

Como já foi dito, a Fibromialgia está relacionada diretamente com a intensificação da percepção de dor. Mas essa sensação não é perceptível desde o começo, pois a doença vai se  acentuando com o passar do tempo.

No início as dores são constantes, mas não são agudas. Com o avançar da doença, as dores podem chegar a te impedir de cumprir tarefas cotidianas, como levantar da cama e sair de casa. É importante salientar, que para caracterizar Fibromialgia, além da dor é preciso apresentar também alguns desses sintomas:

  •         Fadiga;
  •         Cansaço crônico;
  •         Problemas de memória e concentração;
  •         Dificuldade cognitiva;
  •         Insônia e/ou sono não reparador;
  •         Diarreia ou prisão de ventre frequentes;
  •         Vontade constante de urinar;
  •         Suor em excesso;
  •         Sensibilidade ao frio;
  •         Irritabilidade e Estresse emocional;
  •         Depressão.

Diagnóstico da Fibromialgia

Segundo as Novas Diretrizes para o Diagnóstico da Fibromialgia, publicado em 2017, existem 18 locais do corpo mais sensíveis ao toque e a pressão. Estes são chamados de “pontos dolorosos”. Confira na imagem abaixo quais são esses pontos sensíveis:

Fibromialgia-SBH
Pontos dolorosos da Fibromialgia

O diagnóstico clínico consiste em pressionar todos os pontos da figura. A presença de dor difusa, ou seja, que apresente alta sensibilidade em pelo menos 11 dos 18 pontos dolorosos é um forte indício da presença da doença.

Mas, para se ter certeza, é necessário fazer uma avaliação conjunta com outros distúrbios funcionais. A contagem pode se correlacionar com a intensidade de alguns sintomas, particularmente os de estresse emocional. É altamente recomendável a mensuração sistemática dos transtornos de humor, além dos distúrbios de sono e fadiga. A comparação dos diversos sintomas é de grande importância na avaliação da gravidade dos pacientes com FM.

Tratamento da Fibromialgia

Alimentação Fibromialgia

Voltamos a repetir, ainda não há cura para a Fibromialgia. Por isso, o tratamento consiste diretamente no controle dos sintomas para uma melhor qualidade de vida.

Os pacientes encontram bons resultados e melhora significativa na qualidade de vida com analgésicos, massagens, fisioterapia,psicoterapias, terapias alternativas como aromaterapia ou acupuntura e principalmente, a hipnose clínica (ou hipnoterapia).

Medicação

Os medicamentos para fibromialgia devem ser sempre orientados pelo reumatologista, neurologista ou psiquiatra, e variam muito de acordo com o nível da doença.

A medicação pode incluir: Analgésicos, Relaxantes Musculares, Antidepressivos, Indutores do sono, Remédios para a ansiedade e Anticonvulsionantes.

Alimentação

Uma alimentação balanceada pode ser uma importante aliada no controle dos sintomas da FM. Mas como os sintomas são muito variáveis, de paciente para paciente, as indicações específicas devem ser avaliadas caso a caso, por um nutricionista.

Isso acontece porque a Fibromialgia pode vir acompanhada de sintomas variados. Por exemplo, em caso de Síndrome do Intestino Irritável, é indicado à redução de alimentos flatulentos e laticínios integrais. Já em pacientes com maior incidência insônia/sono não reparador, devem evitar estimulantes como a cafeína e investir na ingestão de alimentos ricos em Triptofano, como Aveia e Grão de Bico.

Como regra geral, devido à dor difusa, indivíduos com fibromialgia costumam apresentar um nível estresse oxidativo maior do que o normal. Em outras palavras, há uma maior produção de radicais livres e uma atuação insuficiente do sistema antioxidante do organismo em neutralizá-los.

Por isso, a ingestão de nutrientes antioxidantes como: Castanhas, Peixes, frutas cítricas e hortaliças. Além da redução de alimentos que tem características inflamatórias, como: carne vermelha, embutidos e processados. Podem gerar uma melhora significativa na percepção da dor.

Já em casos de obesidade, focar na redução de peso é relevante. Pois, há fortes indícios de que a severidade da dor é maior em quadros nesses quadros. Reduzir o peso também ajuda a melhorar o sono e os quadros de depressão associados.

Atividade física

Atividade física é essencial, desde que o paciente entenda os seus limites. A inatividade gera mais dor porque reduz a produção de serotonina e aumenta o nível de estresse. As atividades aeróbicas são as mais recomendadas, pois geram menos impacto.

Mas é preciso estar alerta, em casos de dor no momento do exercício, é importante que o paciente saiba identificar quando ela pode significar um alerta do corpo para se encerrar aquela atividade.

Fisioterapia

A fisioterapia ajuda na promoção do relaxamento e o aumento da resistência e flexibilidade muscular. O tratamento geralmente consiste apenas na realização de massagens e exercícios de alongamento para aliviar e prevenir a dor. Mas também pode incluir eletroterapia com laser e ultrassom.

Tratamento com Hipnose

Fibromialgia Hipnose


A hipnose é uma alternativa eficaz de tratamento para pacientes portadores de fibromialgia, ela age diretamente em cada um dos sintomas da doença.

Como já foi dito, a FM amplifica as sensações dolorosas, afetando a maneira como seu cérebro processa sinais de dor. E essa é justamente a área onde existem mais estudos sobre a eficácia da hipnose.

A técnica é especialmente útil para os pacientes que apresentam resistência aos efeitos de analgésicos e antidepressivos, ou que precisam reduzir a quantidade de remédios devido aos seus efeitos colaterais.

Um estudo, realizado pelo Centro de Tratamento da Dor no Hospital das Clínicas-FMRP-USP, em 2005, em 12 pacientes com diagnóstico de fibromialgia com resistência aos tratamentos convencionais foram avaliados durante 8 sessões semanais de hipnose.

Junto ao tratamento metade do grupo também fez uso de analgésicos, antidepressivos e antiinflamatórios. Já a outra metade foi tratada com placebos.

Os dois grupos de pacientes relataram melhorias na qualidade de vida, pela avaliação da diminuição da intensidade de dor diária. Provando que a hipnoterapia por si só foi eficaz para o controle da dor em pacientes com histórico clínico de FM.

Isso acontece porque a hipnose clínica funciona como uma forma de conexão com a mente subconsciente, para detectar a causa de certos comportamentos indesejados. No processo de transe hipnótico o terapeuta acessa essa informação, e dá as sugestões necessárias para que o problema acabe.

A hipnose clínica, vai agir sobre o portador de fibromialgia em pelo menos 5 áreas.

  1.    Controle da Dor

A hipnose foi largamente utilizada por seus efeitos analgésicos e anestésicos. Na antiguidade, antes mesmo da descoberta dos opioides, ela chegou a ser utilizada para realização de cirurgias complexas. Hoje, ela é bastante utilizada no tratamento de dores crônicas, como a própria FM.

Lembre-se que a FM intensifica a sensação de dor, mesmo sem uma razão física. É como se o subconsciente gravasse e reproduzisse a experiência de dor a partir de um gatilho mental, e não físico.

A hipnose age no sentido contrário, colocando o paciente de volta no controle. Dessa forma, ele consegue mudar sua percepção sobre a intensidade da dor. Com os gatilhos desativados, a memória da dor vai, gradativamente, sendo substituída pela sensação de alívio. O que pode levar ao diminuição e até suspensão do uso de medicamentos.

  1.    Relaxamento e controle do estresse

A hipnose é um processo de autoconhecimento profundo. Com o passar das sessões a pessoa aprende como relaxar em situações que normalmente geram estresse. Evitando assim, os danos emocionais da fibromialgia, como a irritabilidade e a depressão.

  1.    Qualidade do sono

O sono da pessoa com fibromialgia é alterado por conta das dores. A hipnose facilita ao paciente atingir o sono profundo, diminuindo a quantidade de vezes que o indivíduo desperta durante a noite. A consequência disso é um sono muito mais restaurador. Que prepara de fato a pessoa para enfrentar o dia, sem a necessidade de medicações.

  1.    Melhora na capacidade de concentração

Outro benefício da hipnose está no aumento da capacidade de concentração.  Na prática, isso significa uma verdadeira conquista para quem tem problemas cognitivos e de aprendizado devido à Fibromialgia.

  1.    Resolução da razão do problema

Por último, o mais importante! A hipnose regressiva vai tratar não somente os sintomas, mas a verdadeira causa do problema.

Levando em consideração que há fortes indícios de que a Fibromialgia é uma consequência psicossomatizada de traumas e choques emocionais que as pessoas sofrem ao longo da sua vida. A hipnose regressiva investiga esses traumas, ressignificando o impacto de experiências negativas em sentimentos positivos.

Duração do tratamento

Como se trata de uma doença com muitas peculiaridades, o número de sessões para se chegar ao objetivo desejado varia muito. Isso vai depender da postura do paciente diante do tratamento, do nível de intensidade da doença e de como ela interage com as demais formas de tratamento.

Além disso, a auto-hipnose é essencial nesse processo. Com o auxílio dessa técnica o paciente pode reduzir substancialmente o número de sessões.

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